O desabafo que virou post

Hoje tenho plena consciência de uma coisa: sou o melhor pai que minha filha poderia ter. Eu tenho um bom pai. Me ensinou muito. Devo muitas lições a ele, com certeza. Mas sei que sou um pai melhor. Desculpem o termo, mas sou um pussssta PAI.
Muito antes de ser pai, fui preparado a lidar com pessoas deficientes. Essa missão me veio não por acaso. Eu fazia trabalhos voluntários numa instituição que atendia pessoas que se tornaram deficientes físicos e não sabia porque. Não sabia na época.
Quando soube que minha filha tinha autismo, lógico que reagi como a maioria dos pais. Mas parei, pensei e depois de um tempo aprendi a ser o melhor pai possível para ela.
E até separado tenho certeza que sou melhor pai ainda. Porque junto com a mãe, que também acho ser a melhor mãe que a Jujú poderia ter, era contido. Era dividido. Não podia ser como sou hoje. Embora a quantidade de tempo com ela pudesse ser maior, a convivência, a presença, a QUALIDADE do tempo que tenho com ela hoje é muito melhor.
Somente ela e eu decidimos o que fazer, quando fazer e como fazer. Ela curte essa diferença. Ela me “usa” para entender o mundo de outra forma. E quando eu estou com ela, estou só com ela. Só eu e ela. Posso estar no meio de uma multidão, junto com a minha família (pais, irmãos e sobrinhos etc) mas estou TOTALMENTE voltado para ela.
A gente troca de verdade. Eu ensino a ela ver o mundo com meus olhos e ela me ensina a ser autêntico, a ser mais amoroso, mais paciente, mais PAI, cada vez mais.
Tenho inúmeros defeitos como todos os seres humanos, manipulo, minto, erro, erro de novo e de novo, mas com ela, eu sei que sou muito, mas muito melhor. Falo sempre que posso que a amo. E mais que isso, demonstro, em atitudes, em gestos. Aceito o autismo dela, mas a empurro, não aliso, faço ela sentir que a vida é cheia de SIM e NÃO, como para qualquer pessoa.
Porque o mundo é um lugar que não vê diferenças. Não respeita limitações. A natureza é sábia mas não é boazinha. Quem não educa não prepara seus filhos pra vida, sejam eles típicos, autistas, “downs”, deficientes físicos ou mentais.
Eu acredito em DEUS. Ponto. Não creio em ninguém que fale por ele: sejam padres, pastores, rabinos, profetas, monges ou qualquer outro ser humano.
Eu acredito nesse Deus como um poder superior, uma entidade da própria natureza, um ser sem religião, sem tempo, sem matéria. Ele me preparou para ser o que posso ser melhor: e o meu melhor é ser Pai da Julia.
O resto, vai ser sempre o resto.

Anúncios

2 Comentários

  1. excellent article, thanks very much for this information. happy to have found this post. it’s interesting. lista de email lista de email lista de email lista de email lista de email

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: