Porque os Parques de diversões não deixam as pessoas com autismo se divertir em TODOS os seus brinquedos?

pateta

No meu passeio com a Juju no dia 3 de agosto, depois de almoçarmos, fomos a um mini Playcenter, aqueles que existem em alguns shoppings. Enfim, eu já sabia que ela não poderia ir nos brinquedos maiores. Isso porque eles tem uma regra (absurda) de altura que impede algumas crianças de brincar. Mas deixa o pai ou a mãe acompanhar o filho pequeno, mesmo eles pesando 3 ou 4x mais que, no caso, minha filha.
Ela ficou olhando com uma cara de “porque eu não vou papai?” o que me fez pensar em pedir ao departamento de marketing, administração, atendimento ao cliente do parque para que pudessem entender a realidade destas crianças e principalmente muitos adolescentes e adultos autistas, que tem vontade de brincar e não podem, por regras de “segurança” que não assegura nada. Na prática, essas regras tolhem a liberdade dos pais ou responsáveis e, conhecedores dos limites dos filhos ou pacientes a escolher o brinquedo adequado a capacidade física e psíquica.
Mesmo que seja por meio de um termo de responsabilidade mais elaborado.
O caso é tão sério que até um brinquedo que não tem nada de perigoso e qualquer adulto ou criança poderia brincar ali é um tubo/escorregador fazendo um circuito pequeno também é vetado.
Isso ocorre também no Hopi Hari, que é do mesmo grupo do Playcenter. E Juju ali foi impedida de ir na maioria dos brinquedos, com a mesma desculpa “que seria perigoso para ela, ou que a poria em risco”.
Na época escrevi ao Serviço de Atendimento ao Usuário deles que me respondeu que essas regras servem para garantir a integridade física das pessoas com autismo.
Eu queria entender QUEM foi o grande especialista que criou estas regras? Queria entender o porque destas crianças, adolescentes e adultos que teriam plenas condições de ir e se divertir como qualquer criança ou pessoa de desenvolvimento típico, são cerceadas de um direito básico, o de utilizar o parque a que pagou POR COMPLETO.
Isso acontece diariamente com vários pais e crianças. Aconteceu com uma amiga e seu filho, a advogada e diretora jurídica da ONG Autismo & Realidade, que também questionou essas regras de “segurança”, já que o filho também foi impedido de utilizar os mesmos brinquedos que Julia.
Essa segurança é para quem? Essa segurança serve para que?
Se entrarmos nos Parques mencionados sem citar o autismo de nossos filhos eles poderão se utilizar de todos os brinquedos (como qualquer usuário) só que não terão direito a não pegar fila (uso preferencial). Isso é muito injusto!
Estou pensando seriamente em criar uma “comissão” de pais de autistas para questionar essas regras de segurança, no intuito de garantir o mesmo direito de utilização às pessoas com autismo, sejam crianças, adolescentes e adultos.
Vamos à luta garantir a diversão democrática aos nossos filhos!

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5 Comentários

  1. saulo

    eu apoio criar essa comissão! há extrema necessidade de regularizar a cabeça desses caras que fabricam esse tipo de regra. para pessoas que eles desconhecem os limites, regras; para pessoas que eles desconhecem o caráter, total liberdade.
    que droga!!

    • textwebwriter

      Vlw Saulo meu irmão! Grande abraço de Dia dos Pais pra vc!!!

      • saulo

        tamujunto!

  2. Amanda

    Boa tarde, sei que faz tempo que postou isso, mas gostaria de compartilhar a “luz” que tive há pouco. Fui tirar uma soneca quando me lembrei do que um colega me disse sobre a experiência de estar na Disney (sonho de qualquer criança) com a família para passar as férias e acabaram tendo que mudar todo o cronograma do passeio em detrimento de seu irmão que possui autismo. Isso vem perdurando na minha cabeça desde sábado e hoje eu tive a ideia de criar um parque de diversões para crianças que possuem o espectro autista ou parecido. Vim na internet procurar se já tem algo ou pessoas interessadas nessa iniciativa e vi seu post. Com ele só fiquei com mais vontade de realizar esse projeto para que sua filha e outras crianças, jovens e adultos, não precisem passar por isso. Gostaria de saber o que você, como pai de criança autista, acha disso. Espero sua resposta!!

    • textwebwriter

      Oi Amanda, eu acho sensacional essa ideia, já havia sentido muito quando fui a um parque aqui de SP e ela pouco pode aproveitar devido às regras do mesmo, dava pra ela ir em 2 ou 3 brinquedos apenas. Decepcionante. 🙂 Tanto eu quanto Juju iríamos ficar super felizes, com ctz. Muito obg, esperamos vc aqui mais vezes!!!

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