Insistir e persistir – a saga do transporte público

Minha filha voltou a andar de metrô e trem. Pelo menos a primeira etapa foi cumprida. Eu divido em etapas essas questões a serem resolvidas. Na verdade são mudanças de grau de dificuldade (para ela), até que ela chegue no objetivo alcançado.
No caso, essa primeira etapa foi cumprida com a explicação do que é o metrô, ela viu, assimilou. Para tanto fui na estação da Luz, bem cedo, no domingo passado.
Primeiro passeamos no Jardim da Luz, um dos parques mais legais de SP. De lá, voltamos para gare, e logo na entrada (vindo do parque) tem um piano, que pode ser tocado. Foi ali que “quebramos” um pouco o gelo inicial fazendo um barulho com aquele piano digno de fazer Beethoven se revirar no túmulo.
Aí fomos até a sacada da estação ver, de lá de cima, os trens chegarem e partirem. As pessoas entrando e saindo e ela foi perdendo o medo, ou sabe-se lá o que foi que fez ela começar a dar trabalho no metrô.
Minha aposta foi na questão sensorial. Então decidi fazer a aplicação da sequência de etapas, que invariavelmente é um bom caminho pra resolver esse tipo de problema com Julia.
Tenho essa preocupação porque nunca sabemos quando será preciso andar de ônibus ou metrô com ela. Sem esses “treinamentos” eu sei que é impossível.

Foto: Fick.br Estação da Luz - SP

Foto: Flick.br Estação da Luz – SP

Bom, voltando à tática escolhida, e a primeira etapa, depois de explicar como funciona, para que serve, depois dela ter visto vários trens chegando, perguntei: “Vamos lá Juju? Você quer andar de trem?”
Ela aceitou dando pulinhos o que me incentivou a ser ousado. Ia leva-la no trem mesmo, primeiro… por cima da terra, ela vendo tudo etc. Mas o entusiasmo foi tão grande que resolvi arriscar o metrô, subterrâneo, mais rápido, mais barulhento. Coragem…
Embarcamos e viajamos 4 estações de um percurso de 15 minutos. Foi o limite para ela. Na última “perna” da viagem ela já quis sair… e diferentemente do ônibus que ela entende e espera o ônibus parar, a porta abrir para descer, no metrô ela quer abrir ali, na hora e descer, como se fosse possível.
Ela não cansa de andar de ônibus e hoje em dia entra em ônibus cheios, tranquila. O problema mesmo começou a ser o metrô. E tem lugares que levamos, por exemplo na dentista dela, que é muito mais fácil ir de metrô…
Mas vamos conseguir, não é, com um bocado de insistência e um punhado de persistência. Agora a próxima etapa é ir aumentando esse tempo x deslocamento, ainda com metrô vazio, em dias mais tranquilos. Vamos sem pressa, mas com determinação. As novidades serão descritas aqui. Sugestões, críticas e “toques” são sempre bem vindos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: