Dia de Reis

Comecei o sexto dia do projeto e do ano com a mesma determinação e o mesmo foco dos dias anteriores. Programei meu dia, da forma mais simples possível que encontrei e segui o roteiro. Mesmo assim, me sentia incomodado, algo não estava bem. Mudei meu pensamento então e fui mexer no jardim.

Lá, tive um contato de pensamento com minha avozinha, que já se foi e que adorava mexer no jardim. O jardim da minha mãe estava cheio de mato, de vasinhos escondidos em folhagens, muita matéria orgânica, mas que juntava insetos demais e água. Além disso uns galhos na altura dos olhos das pessoas pelo caminho. Então fui lá limpar e podar e ficou mais ou menos assim depois de tudo, como na foto abaixo.

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Já dá pra receber a Julia sem problemas, que às vezes passa na pressa sem olhar por onde anda…

Essas sombras de árvores são perfeitas. Quero passar muito tempo com ela mexendo com água, fazendo atividades externas, pintando, montando brinquedos e criando coisas novas com ela. Quero estimular essa sua criatividade tão tímida mas tão interessante quando aparece. Julia sempre me surpreende. Sempre!

Voltando ao dia de Reis e sexto dia do ano, fiz massagem em 3 sortudas pessoas porque hoje eu precisava trocar energia, então foi bom para todos.

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Projeto 1011 dias fica assim em seu primeiro controle:

-6 dias sem fumar

-R$ 43,50 economizados

-Mais de 3kg perdidos

-5 dias para chegada da Juju para suas férias \o/

 

 

 

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4 Comentários

  1. Cláudia

    Coisa boa é retomar projetos, principalmente os que envolvem melhor qualidade da nossa vida e de quem amamos. Parabéns, força e fé na caminhada.

  2. Luciana Antonini

    YESSSSSSSSSSSSS!!!! Lindo! Parabéns!

  3. Luciana Antonini

    Martim,lembrei da crônica do Seu Fernando. Acho que vem a calhar.
    Fernando Zurita Fernandes

    LAVRADOR DE ALMA
    (Fernando Zurita Fernandes, 12/05/2001)
    Depois de tanto sofrimento, martirizando-se, isolando-se na companhia daqueles pensamentos que o deprimiam, tomou a decisão: iria carpir todas as ervas que representavam, dentro da sua alma, os maus pensamentos. Destruiria totalmente essas plantas daninhas e deixaria vicejar somente as boas.
    Apanhou a enxada da decisão e partiu para a empreitada.
    Assustou-se quando viu a imensidão da roça onde cresciam, com incansável vigor, todos pensamentos subjugados pela incerteza e pelas premonições negativas.
    Não imaginava mata tão densa. Sentiu que havia se deixado dominar demasiado pelo tempo, razão da erva campear solta e fortalecida com raízes tão profundas. O trabalho duplicara. Mas não podia esmorecer.
    Notou que raras eram as plantas boas e estas lutavam em desespero para alcançar o ar mais puro e a luz solar.
    Sim, deixara o tempo correr, acomodara-se no seu auto-sofrimento. Agora se mortificava, arrependido. Culpava-se pelas noites e dias em que se pusera vencido, deixando tudo acontecer.
    Abandonara-se em covardia indesculpável.
    Começando tão tarde, com toda a certeza o seu trabalho seria maior. Era uma lição que não podia ser esquecida.
    Tinha que registrá-la com destaque em sua memória. E repeti-la, bem alto, para que todos pudessem ouvi-la e não incorrer na mesma falta. Dizê-la em voz alta aos amigos. Bradá-la aos inimigos. Todos tinham o direito de aproveitar-se da sua descoberta. Indiscrimidamente!
    Ou já a teriam descoberto? Seria somente ele a enxergar tardiamente a luz que já ferira a retina de todos? Seria ele o único que se deixara cegar?
    Pôs a divagações de lado e partiu para a ação.
    Foi, transpirando em bicas, ofegante, que deu a última enxadada, tudo estava limpo, afinal. Somente aqui e ali, notava-se restar uma ou outra árvore boa, que, incrivelmente rápido, livres da pressão das outras, acabadas de ceifar, começavam a dar sinais de vida, a apresentar tonalidade de um verde saudável, um crescimento vigoroso, tão diferentes de antes, quando estampavam o cinzento esmaecido das folhas e o raquitismo dos seus ramos.
    Finalmente destacavam-se no meio da seara.
    Sentiu-se livre para pensar nas coisas positivas. Percebeu como era fácil e gostosa a vida, gargalhou como um bobo, correndo pela terra capinada, sentindo no rosto a brisa renovada, que dava elasticidade aos músculos, maciez à pele, brilho aos olhos e segurança ao seu destino….

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