Autismo (o que é)

(Tentando explicar de uma forma bem simples e como leigo que sou.)

Autismo não é uma doença. Não é porque não se sabe ao certo o motivo porque alguém é autista, nem se tem idéia da cura. Estes casos na medicina são chamados de síndrome. A AIDS, por exemplo, era uma síndrome até acharem o motivo e o tratamento. Daí virou doença.

Tecnicamente o autismo é chamado de TID (Transtorno Invasivo do Desenvolvimento) ou TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento). Ele tem uma variação (espectro) que vai da Síndrome de Asperger (normalmente são indivíduos muito inteligentes) até o autista clássico (que normalmente tem um comprometimento maior).

O autismo afeta a comunicação (alguns indivíduos não falam), a socialização (eles tem dificuldade de integração em grupos) e a criatividade. Alguns podem ter dificuldades motoras também quando associados à outros problemas.

É a maior epidemia do planeta Terra, afetando cerca de 70 milhões de pessoas (no Brasil cerca de 2 milhões). Esse número é maior do que crianças com diabetes, câncer e AIDS juntos. Os números de casos vem crescendo constantemente, sendo que a última estimativa oficial apontava 1 criança autista em 88 indivíduos nascidos (nos Estados Unidos em 2008). Três anos antes era de 1 em 110.

Existe um tratamento biomédico para o Autismo que ajuda e muito a melhorar a qualidade de vida do autista (e da família). Existem também diversas terapias e métodos que vão ajudar a desenvolver o melhor possível.

Em alguns países já existem políticas públicas que garantem a assistência e o tratamento de indivíduos autistas. No Brasil a coisa ainda engatinha. Mas já foi conquistado primeiro passo: no final de 2012 foi criada a lei Berenice Piana (12.764/12) que protege os direitos das pessoas dentro do chamado espectro autista.

Bem como cientistas e médicos buscam a causa e a cura para o Autismo, pais e profissionais buscam a conscientização e a atenção para o problema. É dessa forma que a sociedade vai entender o que é autismo e o preconceito diminuído.

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4 Comentários

  1. Karla

    Olá meu nome e karla e gostaria de indicações de tratamento para meu filho Luca 4 anos
    Com muitos sinais de autismo .estou meio perdida neuro ou psiquiatra ?
    Entre outras duvidas obrigada se puder me mande seu email e entrarei em contato
    Meu email karla_reis@hotmail.com

  2. Olá… gostaria primeiramente de dizer que foi um grande prazer conhecê-lo ontem no Encontro sobre Autismo na CMSP, e ouvir seu belo depoimento e de sua filha Julia. Muito inspiradora e com certeza ajudou e ajudará muitos pais que se encontram na mesma situação! Parabéns!!!

    Sou mãe de um áspie de 14 anos e meu depoimento foi colocado ainda hoje pela Anita Brito no Blog que ela desenvolve para famílias com filhos no TEA – http://autismoefamilia-nossashistorias.blogspot.com.br/2013/04/conhecam-katia-petrocino-coutrim.html – caso queira ler um pouquinho sobre nossa família também…
    Seria muito interessante lembrar que muitos consideram que Autistas podem ter a criatividade ou imaginação afetados, mas é preciso lembrarmos que eles até possuem grande senso de criatividade e imaginação, o grande problema é que, dependendo do gradiente do autismo em que se encontrar a criança, poderá ter uma certa dificuldade em externar esta criatividade ou imaginação…
    Mas temos um bom exemplo de superação, a garota Carly, dos EUA, que mesmo no gradiente de autismo severo e sem poder se comunicar verbalmente, conseguiu estabelecer uma forma de comunicação, onde todos acabaram compreendendo, que mesmo ela não conseguindo externar seus pensamentos, possui dentro de sí uma sequencia lógica de i´deias, de fantasias, imaginações… mas antes não compreendida por não ter um meio de externá-las…
    Meu filho, que até os 5 anos não falava nem mamãe ou papai, hoje tem um Mundo Interno de Fantasia (MIF) incrível, é um super desenhista e cria seus próprios personagens e sagas, dentro de seu mundo imaginário… talvez se ele não tivesse conseguido alcançar a comunicação verbal eu nunca saberia que ele tem tamanha criatividade e imaginação e também iria pensar que inexistisse… Acho que o “tripé” que mais descreve melhor o Autismo poderia ser definido como dificuldades na Comunicação (pelo menos na linguagem), na Interação Social, e Comportamento (esteriotipias, não aceitação ou não entendimento do outro às vezes fazendo-os comportarem-se inadequadamente ao esperado pela sociedade)… Também sou leiga e apenas uma mãe… e luto muito também pelo direito dos nosso filhos!
    Um grande abraço e parabéns por este Blog maravilhoso!

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